sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Pague R$ 900,00 e Leve a Unção Financeira




Um dos propagadores da doutrina da prosperidade, o Dr. Morris Cerullo, no programa Vitória em Cristo, com total e irrestrito apoio do apresentador pastor Silas Malafaia (vice-presidente da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil), declarou que Deus iria multiplicar as finanças do povo que contribuísse com uma oferta “voluntária?” de R$ 900,00.
Fulcrado equivocadamente numa mistura teológica de Deuteronômio 28.2 e Apocalipse 6.6, ele ministra uma palavra sobre a crise que virá ao mundo (na tribulação) e do livramento de Deus ao seu povo mediante a oferta de R$ 900,00, diz ele
_ Se você quer que Deus te dê “a unção dos últimos dias”, eu quero que você pegue o seu telefone e oferte R$ 900,00, quando você semear o que Deus está te pedindo hoje, você receberá o que jamais recebeu antes.
No meio de sua preleção, o Dr. Morris Cerullo (a quem o pastor Silas Malafaia chama de profeta, orientando o povo para crer no que o profeta de Deus estava falando, citando II Crônicas 20.20) diz que Deus vai enviar uma unção financeira e abençoará o seu povo para que seja testemunha para o mundo.
Não é preciso discorrer muito sobre o assunto para compreendermos que esta ministração está eivada de deturpações doutrinárias e manipulações para se alcançar proveitos próprios.
Não é a abastança financeira que nos eleva a condição de testemunha ao mundo, vamos aprender com Jesus o que é necessário para se tornar uma testemunha: Mas recebereis a virtude do Espírito Santo que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda Judéia e Samaria e até aos confins da terra – Atos 1.8.
Se você encontrar em todos os Evangelhos, que narram a vida e ministério de Cristo em carne (como homem nascido de mulher), uma só referência bíblica em que Ele pede dinheiro à algum seguidor, discípulo ou alguém que tenha recebido um benefício material, físico ou espiritual, pode rasgar este livro, queimá-lo e me considerar como um herege e anticristo a serviço do diabo, agora se você não encontrar, quero e peço que medite nisto: Se estando em carne entre nós, Ele não usou deste artifício, por que reinando em glória ao lado do Pai, orientaria aos homens esta prática?
Se você ouvir ou presenciar algum ministro do Evangelho, dizendo que Deus mandou pedir dinheiro ao povo, para esta ou aquela finalidade e estipulando valores, saiba que este ministro está usando o nome de Deus indevidamente, para pressionar os ouvintes a contribuírem, devorando as suas casas.
Por causa desta mesma prática, Jesus repreendeu os escribas e fariseus, chamando-os de hipócritas, mas só que naquela época, o alvo deles era as viúvas, leiamos: Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Pois que devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações; por isso, sofrereis mais rigoroso juízo – Mateus 23.14.
Vocês prestaram bem atenção qual ação Jesus está praticando nesta passagem? Sim, repreendendo os escribas e fariseus. Notaram também o que eles estavam fazendo para receberem esta repreensão? Sim, devorando, os escribas e fariseus eram devoradores. Com esta reflexão, quero que entendam que às vezes, o devorador que muitos pastores dizem ser demônio é o próprio homem que usando de sutilezas devora o salário do povo. Falarei deste assunto mais à frente.
Alguns dos líderes religiosos judaicos tiravam proveito das viúvas ingênuas e solitárias. Pediam e recebiam delas ofertas exorbitantes, explorando a boa vontade dessas viúvas que queriam ajudar a esses tais, que elas criam serem homens de Deus.
Por meio de logros e fraudes persuadiam as viúvas a ofertarem além das suas condições financeiras. Assim, esses líderes viviam no luxo com essas ofertas fraudulosamente obtidas. Esses mesmos procedimentos tem se repetido no decurso da história da igreja até os dias de hoje; cada período tem seus enganadores na arte da extorsão religiosa
– Fonte: Bíblia de Estudo pentecostal, pag.1485, 5ª Edição de 1995.
Eu entendo que muitos irmãos desejam de boa vontade ajudar a obra de Deus, como as viúvas do texto de Mateus 23.14, mas por ingenuidade não conseguem enxergar a exploração a qual são submetidas. Embora haja esta boa vontade, estes irmãos precisam entender que continuar participando destes tipos de campanhas e contribuições é alimentar um sistema corrupto, injusto e antibíblico. Os ministros não podem continuar apelando para que seus seguidores ofertem para abençoar seus ministérios e paralelamente acumularem bens materiais, pois este acúmulo de bens contradiz o apelo, fazendo-o perder o objeto.
Creio que o cristão atual só conseguirá conter estes tipos de apelo quando começar a priorizar o discernimento. Segundo o pastor e escritor Paulo Romeiro, discernir é preciso: Devido ao fantástico avanço na área das comunicações, nenhuma outra geração na história foi tão bombardeada com a quantidade de informações com que somos hoje. Tais informações chegam quase que ininterruptamente até nós, invadindo nossos lares, escolas, locais de trabalho e igrejas. Parte delas surge de fontes cristalinas, promovendo a glória de Deus e o fortalecimento dos crentes, enquanto outras surgem de fontes insalubres, agredindo a ortodoxia da igreja e causando prejuízo ao reino de Deus. Pode ser dito que o momento atual vivido pela igreja é um tanto delicado. Para sobreviver espiritualmente em tais circunstâncias, o cristão neste final de milênio, precisa de uma boa dose de discernimento.
De acordo com uma enciclopédia bíblica, tanto o verbo “discernir” quanto o substântivo “discernimento” ocorrem apenas quatro vezes no Novo Testamento. Três destes termos gregos estão baseados no verbo krino (kritirós, anakríno, diakríno) que basicamente significam “peneirar” ou “distinguir”, “selecionar” ou “separar”, recebendo também o significado comum de decidir ou julgar. O adjetivo kritikós, denotando “aquele que tem a forma de um juiz, que é capaz de julgar, que tem o direito de julgar, que está engajado em julgar (...)” é empregado para a palavra de Deus em Hebreus 4.12: “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, (...) é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração”.
O verbo anakrino geralmente se refere algum tipo de exame ou investigação judicial. Diakríno tem muitos sentidos diferentes; em geral, ele tende a reforçar o sentido di kríno. O quarto termo, aísthesis, não está relacionado à kríno e ocorre apenas uma vez no Novo Testamento. Ele é usado no sentido de distinção moral, que capacita alguém a aprovar o que é excelente (Fp 1.9, 10). W.E.Vine acrescenta ainda o verbo dokimazo, que significa testar, provar ou esquadrinhar.
O crescimento espiritual saudável depende do exercício constante do discernimento. O crente deve exercitar a sua consciência, os sentidos e a mente para saber a diferença entre verdade e o erro, entre o uso correto e incorreto das escrituras. Além disso, discernir não é uma opção, mas um momento bíblico: “Julgai todas as coisas, retende o que é bom” (1 Ts 5.21).
O discernimento na vida do crente não é uma opção, mas um mandamento bíblico. João recomendou aos seus leitores que ficassem atentos, pois naquela época o gnosticismo já estava influenciando parte de seus leitores. Esta heresia ensinava que a verdade de Deus só poderia ser compreendida por um grupo especial, privilegiado, além de negar verdades fundamentais quanto à pessoa de Cristo, como a encarnação e ressurreição. Por isso João então alertou: Amados não deis crédito a qualquer espírito, antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo afora” (1 Jo 4:1).
De acordo como escritor do livro de Hebreus, o discernimento é uma das marcas da maturidade espiritual: “Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal” (Hb 5:13,14). Infelizmente, o cenário espiritual hoje é muito pior do que nos dias da igreja primitiva, exigindo cuidados constantes do cristão
– Fonte: Evangélicos em Crise. Decadência doutrinária na igreja brasileira, Pág.193 - 195, de Paulo Romeiro, Editora Mundo Cristão – 5ª Edição de 2000.
Quando começarmos a buscar discernimento de Deus aprenderemos que nem toda obra que cresce ou prospera, ainda que seja administrada por homens que se intitulem servos do Senhor, são verdadeiramente de Deus e que às vezes a obra é de Deus, mas o homem que assumiu a direção da obra não o é.
Aprenderemos também, através do discernimento, que nem toda palavra que foi proferida na Bíblia (apesar da inspiração para escrever e registrá-la ter sido do Espírito Santo) é base para fundamentar uma doutrina bíblica para igreja, pois não faz parte dos pensamentos de Deus.
Veja o que falou Gamaliel, doutor da lei, quando os israelitas quiseram matar os apóstolos: E agora digo-vos: Daí de mão a estes homens e deixai-os. Porque, se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará, mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la, para que não aconteça serdes também achados combatendo contra Deus – Atos 5.39,39. Estes versículos contêm verdades, mas não absolutas, quando Gamaliel as proferiu, ele não foi impulsionado pelo Espírito Santo de Deus, mas por seus próprios conceitos, tanto é que a visão dele com relação algumas obras é que se elas forem de homens, não prosperam, quando na verdade existem inúmeras obras de homens que prosperaram e prosperam mais que muitas obras que Deus usa alguns dos seus servos para fazer, quando olhamos para o catolicismo romano, para o islamismo, hinduísmo e outras obras de homens conseguimos compreender esta palavra, tanto que Jesus diz que nem todo que diz Senhor, Senhor entrará no Reino do Céu, pois Ele não os conhece.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Obreiro Geazi Disfarçado de Eliseu


Vejam esta campanha tosca ventilada na internet por um determinado pastor:



A paz do Senhor. Eu pr. Marco Feliciano, tenho pregado o evangelho pelo mundo há 14 anos, e jamais vi tanto choro, clamor e angustia vindo de fiéis que amam ao Senhor, tudo isto, provocados pela falta do mínimo necessário para subsistência da família, são pessoas sem condições de honrarem suas dívidas, de pagarem seu aluguel, a faculdade e etc.
Não serei hipócrita, esta crise atingiu também este santo ministério que Deus me confiou. É um DIA DE PROVAÇÃO, um tempo de tristeza profunda vindo dessa CRISE que atinge todo o planeta.
Todos os dias os jornalistas das mídias vaticinam sem piedade: Crise, doenças, problemas no eco sistema, levam as pessoas ao desespero!
O mundo grita: Crise, e nós, o que gritamos? Concordaremos que não há esperança? Vamos permanecer de braços cruzados? Vamos dizer como os fatalistas de plantão? Que dizem: É O FIM, É O FIM!

Não! Mil vezes não! Temos a palavra de Deus que nos diz:


“Fui moço e já agora sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão” – Sl 37.25.
“Ponha a sua boca no pó, talvez ainda haja esperança” – Lm 3.29.
“Mas o justo viverá da fé; e se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele” – Hb 10.38.


Você crê? Consegue ainda acreditar que existem homens e mulheres que quando oram, movem o braço do Senhor? Ou você pertence àquela categoria de pessoas que não acreditam mais em igreja, nem em pastores?
Se você ainda crê, vamos proceder conforme a palavra nos ensina. Toda vez que alguém procurava um profeta em função de um milagre, antes de receberem o milagre, o profeta lhes dava uma INSTRUÇÃO, observemos:
* Naamã quer a cura da lepra, o profeta o INSTRUI, mergulhe 7 vezes no Jordão! Leia a história: 2 Reis 5.1-27.
* O cego quer enxergar, Jesus cospe no chão, faz lodo, passa nos olhos do cego e INSTRUI, vá e lave os olhos! Leia a história: Jo 9.1-12.
* O povo hebreu quer deixar o Egito, a escravidão, Moisés os INSTRUI, sacrifiquemos um cordeiro, o seu sangue passemos nos umbrais... Leia a história: Ex.12.
*Eu convoco os que ainda ACREDITAM em profetas à entrarem comigo numa campanha. Mas esta é apenas para aquele que CRÊ, pois quem crê da um jeito e quem não crê sempre dará uma desculpa. Orei ao Senhor e Ele me deu a seguinte instrução:
Os que precisam do milagre seguirão estes 4 passos, estas 4 instruções:
1) Te “ouvirão” e entrarão contigo em uma campanha de fé.
2) Sacrificarão um valor simbólico de R$ 7,00 (sete reais), lembrando que não é o valor que provoca o milagre e sim A OBEDIÊNCIA NA PALAVRA PROFÉTICA! Esse valor será enviado através de depósito ou boleto bancário ou transferência eletrônica, para uma das contas expostas no final desta carta.
3) Após efetuar este depósito, enviarão um e-mail para você: (
campanha@marcofeliciano. com.br), contendo a data e o horário do depósito, junto com PEDIDO DE ORAÇÃO.
4)No mesmo dia do depósito as 23:53 hs (7 minutos para a meia noite), onde estiver o sacrificante, ele ou ela, dobrarão os joelhos e por 7 minutos orarão ao Senhor.
Neste mesmo dia, nesta mesma hora, você e um grupo de intercessão, de homens e mulheres que ACREDITAM EM MILAGRE, estarão com você em oração!
– Fonte: http://www.marcofeliciano.com.br/site2007/Campanha7DiasDeOracaocard.asp.


Observei que nesta campanha o pastor teve a coragem de citar algumas passagens bíblicas que nada têm haver com dinheiro, mas com fé e favor imerecido de Deus para com o homem para justificar o depósito na sua conta bancária.
Quando faz menção dos sete mergulhos de Naamã pra justificar o dinheiro pedido na sua campanha é a gota d’água, pois é um equivoco citar este texto, pois Eliseu não pediu e nem aceitou, mas recusou o dinheiro e presentes oferecidos por ter orientado Naamã:
Então voltou ao homem de Deus, ele e toda a sua comitiva, e chegando, pôs-se diante dele e disse: Eis que agora sei que em toda terra não há Deus senão em Israel; agora, pois, peço-te que aceites uma benção do teu servo. Porém ele disse: Vive o Senhor, em cuja presença estou, que não aceitarei. E instou com ele para que aceitasse, mas ele recusou – II Reis 5.20.
Vocês notaram algo de estranho no texto do referido pastor em comparação com o texto bíblico? Percebam que enquanto o pastor abaliza a campanha neste texto para pedir dinheiro, o mesmo texto vai de contramão à este procedimento.
Quando Naamã oferece presentes ao profeta Eliseu, ele chega a dizer: Vive o Senhor (o deus que muitos pastores servem hoje é morto)... que não aceitarei. Naamã insistiu para que ele aceitasse, mas ele com firmeza recusou. Ah meu Deus! Aonde estão os profetas Eliseu de hoje?
Muitos pastores são como Geazi, tipo do obreiro voraz, pois enquanto Eliseu recusava a associar as bênçãos que Deus concedia aos homens por intermédio de sua vida com o dinheiro, Geazi via nestas mesmas bênçãos uma maneira de alcançar para si benefícios financeiros: Então Geazi, servo de Eliseu, homem de Deus, disse: Eis que meu senhor poupou a este sírio Naamã, não recebendo da sua mão alguma coisa do que trazia; porém, vive o SENHOR que hei de correr atrás dele, e receber dele alguma coisa - II Reis 5.20.
Tudo que se faz hoje nas maiorias das igrejas com relação a benefícios espirituais às almas tem um valor financeiro a ser cobrado; e como Geazi usou o nome de seu senhor (profeta Eliseu) para se locupletar, sem que o mesmo tenha mandado – Vs. 22, muitos hoje dizem que foi o Senhor quem mandou o povo obedecer a uma “palavra profética” sem que a instrução tenha vindo da parte Dele.
Irmãos, vocês sabem o motivo pelo qual tipos de pastores como este prosperam em suas práticas levianas e heréticas? E pasmem, em nome de Deus e usando a sua Palavra? Porque o sistema evangélico de nossa época está corrompido e complacente com o erro, não se encontra mais um profeta Eliseu pra repreender Geazi.
Quando Geazi voltou, Eliseu começa a questioná-lo dizendo:
De onde vens Geazi? E disse: Teu servo não foi nem a uma nem a outra parte. Porém ele lhe disse: Porventura não foi contigo o meu coração, quando aquele homem voltou do seu carro a encontrar-te? Era a ocasião para receberes prata e para tomares roupas, olivais e vinhas, ovelhas e bois, servos e servas? Portanto a lepra de Naamã se pegará a ti e a tua descendência para sempre. Então saiu de diante dele leproso, branco como a neve – II Reis 5.25-27.
Quando você vê um ministério passando por crise, como narra o pastor no seu relato acima, isto é lepra espiritual, isto é tratar de Deus para ver se o homem retorna à sua chamada, se desvincula mordomia cristã de comércio da fé.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

O Pastor e a Apostasia Dos Últimos Tempos - Parte I

A profecia do "pastor insensato" terá seu cumprimento final no anticristo - Fonte Bíblia de Estudos Pentecostal - Pág. 1364 - Edição de 1995. Será então quando Deus derramará a sua ira final na terra. Por isto: Ninguém de maneira alguma vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus - II Ts 2.3,4.
Devemos ficar atentos para todos os sinais que antecederão o castigo de Deus na terra e um destes sinais é a apostasia. Certo é que ela não opera hoje na sua plenitude, mas é uma realidade evidente, porque já o mistério da injustiça opera, somente há um que agora, resiste até que do meio seja tirado...a esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios e mentira - Vs.7,9.
A Bíblia diz que aquele, pois que cuida estar em pé, olhe que não caia - I Co 10.12 e a mesma Bíblia diz que a apostasia é uma realidade inevitável; e como já vimos ela não está por vir, ela já está operando entre nós, em nossos cultos, que até mesmo são incorporadas práticas místicas do espiritismo, umbanda e candomblé como banho de arruda, do sal grosso e do descarrego com testemunhos de pessoas que foram curadas e libertas, que se possível fora, enganariam até os escolhidos - Mt 24.24.
Filhinhos, é já a última hora; e como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristo; por onde conhecemos que já é a última hora – I Jo 2.18. A Bíblia também relata que apostatarão alguns da fé - I Tm 4.1;
e só se apostata quem um dia esteve firme na verdade, não adianta pensarmos ou imaginarmos que o apóstata se manifestará no seu princípio como um apóstata, não, ele será primeiro um "grande homem" ungido por Deus, com uma palavra voltada para o amor e a santificação da igreja e terá um grande rebanho sob a sua responsabilidade, a sua apostasia será aos poucos, paulatinamente, sem que muitos percebam.
Uma igreja séria e pautada nos padrões bíblicos de moralidade pode de uma hora para outra se transformar numa Laodicéia conduzida por seu líder apóstata, e a Palavra do Senhor diz que muitos o seguirão; e o apóstata pode até mesmo ser um homem que escreve um livro como este ou que pregue o seu conteúdo e mais tarde o negue. Saíram de nós, mas não eram de nós; porque se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifeste que não são todos de nós – I Jo 2.19.
Alguém já viu um apóstata se considerando ou confirmando ser um apóstata? É impossível que isto ocorra, pois quem o é jamais se declara ou aceita ser chamado de apóstata, muito pelo contrário, para se justificar ele acaba enrolando o nome de Deus, dizendo que Ele o revelou uma “nova estratégia” ou uma “nova visão”, defendendo com unhas e dentes o exercício de seu ministério como um ministério aprovado e orientado por Deus.
Observem o líder da igreja de Laodicéia, vejam o que ele dizia ser: Rico sou e estou enriquecido, e de nada tenho falta. Mas Deus tinha outra definição daquele ministério, Ele o considerou desgraçado, miserável, pobre, cego e nu – Ap 3.17, por isto, neste tempo do fim só estará firme aquele que conseguir se desgrudar e deixar de adorar, idolatrar e seguir a homens e se firmar em Deus, na oração e na leitura da palavra, nunca deixando a sua congregação sobre pretexto de uma maior liberdade como é costume de alguns.
O "mistério da injustiça", i.e., a atividade secreta dos poderes do mal, ora evidente no mundo inteiro (ver 2.7 nota), aumentará até alcançar seu ponto máximo na total zombaria e desprezo a qualquer padrão ou preceitos bíblicos.
Por causa do predomínio da iniqüidade, o amor de muitos esfriará (Mt 24.10-12; Lc 18.8). Mesmo assim, um remanescente fiel permanecerá leal à fé apostólica conforme revelada no NT (Mt 24.13; 25.10; Lc 18.7; ver Ap 2.7 nota). Por meio desses fiéis, a igreja permanecerá batalhando e manejando a espada do Espírito até ser arrebatada (ver Ef 6.11 nota).
Ocorrerá a "apostasia" (gr. apostasia), que literalmente significa "desvio", "afastamento", "abandono"(2.3). Nos últimos dias, um grande número de pessoas da igreja apartar-se-á da verdade bíblica.
Tanto o apóstolo Paulo quanto Cristo revelam um quadro difícil da condição de grande parte da igreja, moral, espiritual e doutrinariamente, à medida que a era presente chega ao seu fim (cf. Mt 24.5,10-13,24; I Tm 4.3,4). Paulo, principalmente, ressalta que nos últimos dias elementos ímpios ingressarão nas igrejas em geral.
Esta "apostasia" dentro da igreja terá duas dimensões:
(I) - A apostasia teológica, que é o desvio de parte ou totalidade dos ensinos de Cristo e dos apóstolos, ou a rejeição deles (I Tm 4.1; II Tm 4.3). Os falsos dirigentes apresentarão uma salvação fácil e uma graça divina sem valor, desprezando as exigências de Cristo quanto ao arrependimento, à separação da imoralidade, a lealdade a Deus e seus padrões (II Pe 2.1-3,12-19). Os falsos evangelhos, voltados a interesses humanos, necessidades e alvos egoístas, gozarão de popularidade.
(II) - A apostasia moral, que é o abandono da comunhão salvífica com Cristo e o envolvimento com o pecado e a imoralidade. Esses apóstatas poderão até anunciar a sã doutrina bíblica, e mesmo assim nada terem com os padrões morais de Deus (Is 29.13; Mt 23.25-28; ver o estudo A APOSTASIA PESSOAL; p.1903). Muitas igrejas permitirão quase tudo, para terem muitos membros, dinheiro, sucesso e prestígio (ver I Tm 4.1 nota). O evangelho da cruz, com o desafio de sofrer por Cristo (Fp 1.29), de renunciar a si mesmo será algo raro (Mt 24.12; II Tm 3.1-5;4.3).
Tanto a história da igreja, como a apostasia predita para os últimos dias, adverte a todo crente a não pressupor que o progresso do reino de Deus é infalível na sua continuidade, no decurso de todas as épocas e até o fim. Em determinado momento da história da igreja, a rebelião contra Deus e sua palavra assumirá proporções espantosas. No dia do Senhor, cairá a ira de Deus contra os que rejeitaram a sua verdade (I Ts 5.2-9)
- Fonte: Bíblia de Estudos Pentecostal; Edição de 1995; Pág.1856.
Não há como associarmos a figura do Verdadeiro Pastor Aprovado Por Deus com a figura de alguns pastores secularistas de hoje, pois como que um Verdadeiro Pastor Aprovado Por Deus pode entregar o púlpito para um candidato, seja ele crente ou não, fazer campanha política no meio do culto, ou ele mesmo abrir os portões da igreja e incentivar os seus liderados realizarem festa “junina evangélica" (festa do milho) e bailes gospels dentro do templo? Se o próprio Deus sempre foi contrário a mistura? Mistura ideológica, cultural, religiosa, matrimonial e qualquer outro tipo de porcaria mundana que nós estamos nos misturando.
O pastor que tem a chamada de Deus deve sempre fazer uma análise de seu ministério e avaliá-lo a luz da Bíblia, refletindo como que ele começou e como se encontra após algum tempo, se em algum momento se deixou levar pela voz do diabo que tem soprado nos ouvidos de muitos líderes de nossa época dizendo: "Os tempos mudaram; faz-se necessário mudar com eles". "Se não acompanhar a modernidade a igreja ficará vazia". Mas assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para a vossa alma; mas eles dizem : Não andaremos - Jr 6.16.
A Bíblia diz: O fogo, pois, sempre arderá sobre o altar, não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto, e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas. O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará - Lv 6.12,13. É de total responsabilidade dos lideres espirituais evangélicos (sacerdotes) acender a lenhar no altar (avivar a igreja) e colocar em ordem o holocausto.
O holocausto da igreja de Cristo é o culto que se presta a Ele e as ofertas pacíficas as suas orações. Que tipo de culto os nossos lideres estão organizando para Deus hoje? O negócio está sério demais.

O Pastor e a Apostasia Dos Últimos Tempos - Parte II

Em alguns casos Deus prefere até mesmo fechar a porta do templo a suportar a apostasia e a iniqüidade na sua casa. De uma hora para outra, Deus pode levantar a temível Receita Federal e/ou o terrível Ministério Público contra a igreja e usá-los como instrumento de sua justiça para fechar algumas portas.
No tempo de Malaquias O Senhor estava tão enfadado de seus ministros, que já não os suportava. Agora deseja que alguém cerre (feche) as portas do templo e não mais acenda o fogo do altar. Tomara houvesse entre vós quem feche as portas, para que não acendêsseis, debalde (em vão), o fogo do meu altar. Eu não tenho prazer em vós, diz o Senhor dos Exércitos, nem aceitarei da vossa mão a oferta - Ml 1.10. Assim, haveria menos iniqüidade e o nome do Deus de Israel não seria tão profanado.
Para a nossa vergonha, não são poucos os obreiros que, ao invés de honrar o evangelho de Cristo, insultam ao Senhor, apresentando-lhe um pão imundo e profanado. Eles lidam com a obra de Deus com descaso e relaxo (Jr 48.10). A igreja, tratam-na como se fora uma fonte de renda qualquer, usam-na como base de lançamento para as suas ambições mercantis e políticas (II Pe 2.1-4). Quanto às ovelhas, entregam-nas aos lobos (Jo 10.12). Esses obreiros da iniqüidade profanam não somente a Casa de Deus como a própria cruz de Cristo. Os seus corações já foram tomados pelas trevas - Fonte: Lições Bíblicas; 3º trimestre de 1999, Pág.14,15 do Pr. Claudionor Corrêa de Andrade.
Por conta da apostasia muitas igrejas na Alemanha, Inglaterra, Portugal, Estados Unidos da América e no Brasil foram literalmente fechadas, deixando um aprendizado muito importante para os pastores: Deus não se compraz com a modernização de seu povo e do seu hábito cultual. Ele manda que busquemos as veredas antigas, porque o mundo moderno com a sua gama de corrupção e imoralidade e a missão da igreja são caminhos totalmente opostos, pois a igreja é um povo de propriedade exclusiva de Deus e seu padrão de moralidade para igreja é santo, justo e nos traz paz.
Existe muita gente, tentando nos persuadir a viver de qualquer maneira, porque, falando coisas mui arrogantes de vaidades, engodam com as concupiscências da carne e com dissoluções aqueles que se estavam afastando dos que andam em erro, prometendo-lhes liberdade, sendo eles mesmos servos da corrupção, porque de quem alguém é vencido, do tal se faz servo - II Pedro 2.18,19.
Hoje no seio da igreja há um grande clamor pela sua unidade doutrinária e espiritual; e com base neste pretexto muitos líderes têm formado grupos que aparentam pela afinidade, intercâmbio e integração que há entre eles, que estamos no caminho certo, abrem associações e conselhos de pastores; e promovem encontros e convenções onde sutilmente infiltram as suas convicções apóstatas na mente de alguns.
Apesar do anelo de nosso coração de vermos as igrejas se consolidando, devemos ficar atentos para que este anelo não sufoque o nosso raciocínio a ponto de sermos levados a se conformar com este século, deixando de renovarmos a nossa mente e com isto não experimentarmos qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus - Rm 12.1,2, portanto, olhai por vós mesmos para que não percamos o que temos ganhado; antes, recebamos o inteiro galardão. Todo aquele que prevarica e não persevera na doutrina de Cristo não tem a Deus; quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto o Pai como o Filho. Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis. Porque quem o saúda tem parte nas suas más obras - II Jo 8- 11.
Apesar de tanta apostasia que nos traz tristeza, resta-nos tirar uma lição edificante: Jesus Cristo está voltando, pois já são os últimos dias e sendo os últimos dias, devemos também nos alegrar, pois diante de tudo isto Deus tem uma promessa para nós: O avivamento. Conforme está escrito: E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos; e também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e minhas servas, naqueles dias, e profetizarão; e farei aparecer prodígios em cima no céu e sinais em baixo na terra: Sangue, fogo e vapor de fumaça. O sol se converterá em trevas e a lua em sangue, antes de chegar o grande e glorioso Dia do Senhor, e acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo - Jl 2.28,29; At 2.17-21. Então preparemo-nos e que venha o avivamento!!!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Mensagem às IEAD de Deus I



MENSAGEM BASEADA NO LIVRO DE EZEQUIEL


Ezequiel era um sacerdote e profeta da aristocracia de Jerusalém. Foi levado cativo para Babilônia aos vinte e cinco anos de idade, ou seja, onze anos antes da destruição do templo (586 a.C). Foi contemporâneo de Daniel e Jeremias. Em Babilônia residia na sua própria casa. Começou seu ministério cinco anos após ter chegado a Babilônia, aos trinta anos de idade (581 a.C), no fim da carreira de Jeremias.
Por mais de vinte anos foi o centro espiritual dos exilados, o ponto central de suas profecias era a destruição de Jerusalém. Sua missão era falar com um povo que conhecia a Deus, e chamar ao arrependimento aqueles que viviam numa segurança descuidada, admoestando-os que não depositassem a esperança de que, pela ajuda dos egípcios, se livrariam do jugo da Babilônia e confirmando que a destruição de Jerusalém era inevitável e se aproximava rapidamente.
Ezequiel começou o seu ministério um ano após Jeremias ter enviado uma carta combatendo a predição dos falsos profetas que induziram os cativos a crer que Jerusalém não seria destruída e que eles logo seriam restaurados em sua querida cidade. Seu ministério confirmava as palavras de Jeremias. Ezequiel esforçou-se em convencê-los de que antes de alimentarem qualquer esperança de voltar à Jerusalém, era necessário voltar ao Senhor seu Deus.
A Assembléia de Deus viveu muitos anos em Jerusalém (símbolo de glória e de Deus presente), mas como Israel, o comodismo e o seu afastamento da vontade de Deus, fez com que o povo fosse levado cativo para Babilônia (A glória de Deus se retirasse), agora no cativeiro o povo de Israel busca refugio nos egípcios para se livrar de Babilônia e voltar à Jerusalém. Assim está a igreja Assembléia de Deus, buscando recursos do mundo (Egito) para que a glória de Deus volte a ser real em nossos cultos. Quantas ciosas do mundo fazem parte hoje de nossos templos e tudo isto em busca de se trazer de volta a presença de Deus como antes. Shows, bailes e outras inovações não vão sacudir o jugo de Babilônia.
Mesmo Israel tendo sido levado cativo para a Babilônia, o castigo não surtiu efeito, que era o de produzir no povo frutos dignos de arrependimento. Muitos continuavam a levar a mesma vida eivada de erros, cuidando estar procedendo de maneira leal a Deus, e deste modo queriam consultá-lo por intermédio de Ezequiel - Ez 14.1; 20.1–3. Alguns resistiam às predições do profeta, endurecendo o coração para não ouvi-lo, outros reclamavam que tinham sido abandonados por Deus e que estavam pagando pelos pecados de seus pais - Ez 2.3–8; 18.2, 25; 33.10,17,20. Ezequiel teve ainda que se confrontar com os falsos profetas que profetizavam paz, prosperidade e restituição dos bens perdidos. Assim estão os profetas de hoje, as suas mensagens são somente para agradar o povo, pregam o que o povo quer ouvir e não o que o povo precisa ouvir. Mesmo que as predições de Ezequiel fossem duras e difíceis de ouvir, eram inspiradas por Deus, e muitos o consideravam como profeta e embora não o obedecessem, sempre iam ouvir as suas mensagens - Ez 33.30– 33.
Muitos pregadores estão preocupados com o teor de suas mensagens, em como agradar os ouvintes, e procuram encaminhá-las de tal maneira que o povo não venha a rejeitá-los, prejudicando a freqüência dos mesmos aos cultos, e pregam contando histórias, piadas e fazendo graça para levar o povo ao riso em lugar de glorificar o nome de Jesus, querem transformar o púlpito que para mim sempre será um lugar sagrado e consagrado (não me importando quem tenha um parecer contrário) em lugar de espetáculo. Púlpito não é lugar para bobo da corte, púlpito é lugar de subir homens sérios (também, não carrancudos) e de se falar coisas sérias, que dizem a respeito de um Deus sério. Falta muita palavra de Deus em nossos cultos e é por isto que faltam os milagres, pois é a pregação da palavra no nome de Jesus que misturada com a fé de quem ouve que traz os milagres à igreja – At 3.16 e ela é viva e eficaz e também mais que suficiente. Então para que ficarmos contando histórias e piadas?
O interessante é que o povo tem tido uma boa aceitação a estes artistas carismáticos contadores de histórias e piadas, e que negligenciam a verdadeira pregação do evangelho e é por isto que o povo perece, por falta de conhecimento – Os 4.6 e por buscarem pastores segundo as suas próprias concupiscências, mas mesmo que falemos de maneira exortativa ou repreensiva, sempre encontraremos aqueles que mesmo que não obedeçam, que sentirão necessidade de ouvir, pois no fundo sabem que a comida espiritual que estão comendo é uma comida pura e saudável, aliás, estamos vivendo a época que muitas ovelhas estão raquíticas, com fome e sede (por isto andam de um lado para outro atrás de satisfazer o apetite), fome não de comer pão, e sede não de beber água, mas de se ouvir a genuína palavra de Deus - Am 8.11, 12 e este é o verdadeiro ofício do profeta, falar o que Deus quer, quer ouçam ou deixem de ouvir – Ez 33.1–20, porque não temos que agradar a homens, pois se assim procedêssemos não seriamos considerados por Deus como seus servos - Gl 1.10. Ele mesmo diz: Conheço as tuas obras, que não és frio nem quente; quem deras foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca – Ap 3.15,16.
Estas palavras foram dirigidas à lideranças, e hoje muitos pregadores têm se enquadrado nestes versículos.
O quente é aquele que conhece a palavra de Deus e a mensagem que Ele quer que se pregue em nossos dias e que é fiel àquele que o enviou, mesmo que esta fidelidade resulte na perda da própria vida como João Batista que foi degolado – Mt 14.3-11, por não temer a aparência do homem, mas a Deus. O crente quente tem a palavra de Deus acima de qualquer perigo ou ameaça.
O frio é aquele sem conhecimento, sem discernimento ou direção, o consagrado por conveniência, é o pregador robô, só prega o que o ministério quer que se pregue, para agradá-lo.
O morno é o que tem visto a degradação da igreja, tem mensagem, sabe pregar, mas prefere se acomodar a uma mensagem falsificada, distorcida, cheia de filosofia, e fora da direção de Deus. Estes são os que provocam náuseas, ânsias de vômito em Deus e que já chegaram em sua garganta, dos quais Ele diz que está preste a vomitá-los da sua boca.
Embora a tarefa de Ezequiel a princípio se apresentasse difícil e cheia de oposições, Ezequiel a leva a um bom término, sendo coroado de sucesso, pois a volta do povo ao Senhor e a sua terra, foi em grande parte, fruto do seu ministério, pois a mão do Senhor era forte sobre ele – Ez 3.14, seu nome significa: Deus fortalece. Sua chamada foi precedida por uma visão da glória de Deus: “Estando eu no meio dos exilados, junto ao rio Quebar, se abriram os céus, e eu tive visões de Deus”. Diante das visões tão gloriosas do Senhor, Ezequiel caiu com o rosto em terra, e ouviu a voz de quem falava – Ez 1.1–18. A vocação profética sempre começa com uma experiência com Deus, não existe um método definido. Muitos ficam esperando grandes aparições para confirmar sua vocação. Porém, não devemos ficar impressionados, se Deus quiser se revelar a nós desta maneira, mas não é uma regra.
Ao relatar a visão da glória de Deus, Ezequiel diz que viu uma semelhança de um homem sentado. O trono revela que Deus é Rei e Juiz, ele é o Senhor que governa e julga.
O governo da igreja é de Deus, é Ele quem estabelece seus representantes – Pv 8.14-16, mas muitas das vezes o homem rejeita o governo de Deus para estabelecer o seu próprio governo – I Sm 8.1–8; 16.6–12; Jz 23.6. Embora Israel fosse seu povo, Deus se refere a ele como povo rebelde: “Ele me disse: Filho do homem, eu te envio aos filhos de Israel, às nações rebeldes que se insurgiram contra mim, eles e seus pais prevaricaram contra mim, até precisamente ao dia de hoje, os filhos são de duro semblante e obstinados de coração, Eu te envio a eles, e lhes dirás: Assim diz o Senhor” - Ez 2.3, 4.
Rebeldia é uma atitude atribuída a satanás, pois não quis se sujeitar ao regime teocrático, e assim vivia o povo de Israel na época de Ezequiel, rejeitando o projeto de Deus, e quando um povo rejeita Deus e seu projeto, ele substitui a justiça pela injustiça, multiplica-se a violência, a exploração, a contenda, a desunião, os dízimos e ofertas do povo não chegam à casa do tesouro, as viúvas, os pobres e os necessitados são rejeitados na porta, enquanto os poderosos enriquecem a custa do povo, cria-se partidos políticos que irão sustentar projetos puramente pessoais e contrários aos de Deus.
Todo sistema injusto, cedo ou tarde, acaba provocando a sua própria ruína e de todos os que são omissos e coniventes com ele e com quem o elabora; assim veio a ruína administrativa da Assembléia de Deus, ruína que muitos insistem em ignorar. Faz-se necessário lutarmos pela unidade e com a unidade, voltarmos ao governo de Deus, o Todo-Poderoso.



AS ABOMINAÇÕES VISTAS POR EZEQUIEL (Cap. 8)

1 – A imagem do Ciúme

Estando Ezequiel sentando em sua casa e os anciões de Judá assentados diante dele, a mão do Senhor Deus caiu sobre ele – Vs. 1, olhando eis uma figura como de fogo, desde os seus lombos e daí para baixo, era fogo e dos seus lombos para cima, como resplendor de metal brilhante, estendeu ela dali uma semelhança de mão e o tomou pelos cachos da cabeça; o Espírito o levantou entre a terra e o céu, até à entrada da porta do pátio de dentro, que olha para o norte, onde estava colocada a imagem dos ciúmes, que provoca o ciúme de Deus (...) disse-lhe ainda: Filho do homem, vês o que eles estão fazendo? As grandes abominações que a casa de Israel faz aqui, para que me afaste do meu santuário? Pois verás ainda maiores abominações.
Israel introduzira no templo de Deus altares para seus ídolos e os adoraram. Quantos altares, hoje, são levantados para os ídolos do povo de Deus? São palcos armados em nossos púlpitos (que perderam o referencial de lugar santo, onde Deus usa seus servos para ministrarem a sua palavra ao povo) destinados aos shows, que servem somente para atrair multidões de crentes, que abandonam os cultos de suas congregações para irem após eles, que em muitos casos são artistas e profissionais da música mercenários que não têm uma vida consagrada a Deus e nem compromisso com a sua palavra e que foram introduzidos em nosso meio pela insana gula financeira dos empresários de rádios e gravadoras que exercem grande influência no povo evangélico e o manipula.
Conheço três cantores, não por ouvir falar, mas por testemunho próprio, que lotam igrejas, mas que são literalmente falando, verdadeiros fornicários e adúlteros. O primeiro deles foi excluído da igreja (mas continua fazendo seus shows pelas igrejas e anunciado nas rádios) por deixar a esposa e trocá-la por outra, que leva para onde vai. O segundo, eu tenho em meu poder uma carta de um marido traído, que relata a uma “rádio pseudo-evangélica” onde o cantor tem contrato, que o mesmo circula pelas igrejas apresentando a esposa do remetente como se fosse sua. E o terceiro que no término de seus compromissos levava uma irmã que conheceu numa igreja, e que hoje se encontra desviada para o motel.
Infelizmente a ida aos templos não tem sido impulsionada por João 4.23,24, a adoração do invisível. Pastores têm levado as suas ovelhas a este erro, a atração do culto não é mais Jesus, e sim o artista corrupto, que só aceita ir a uma determinada igreja mediante o acordo de se vender 50 ou mais cds, quando não, cobram seus altos e absurdos cachês, que saem da casa do tesouro, dinheiro este que biblicamente deveria ser empregado para que haja mantimento na casa de Deus – Ml 3.10, no socorro dos pobres, necessitados e viúvas. Deus até permite que se venda um material, mas estipular quantidade ou dar preço a uma visita, misericórdia!!!
Muitos líderes declaram que não estamos em crise e nem nos apostatando. Se não estamos, o que é isto então? É progresso? Tomemos posse do Azorrague de cordéis – Jo 2.15, e os lancemos pra fora de nossos templos e derribemos as mesas, pois a casa de Deus não é casa de negócios – Vs16.
Dou graças a Deus pelo Espírito Santo ser o inspirador da minha fé e adoração, e por Jesus Cristo que está comigo todos os dias ser mais que suficiente para satisfazer o desejo da minha alma de ter um ídolo, e por Ele não cobrar nada para se fazer presente em minha vida, muito pelo contrário, foi Ele quem pagou para me ter como adorador, e o preço foi muito alto, pois pagou com o seu próprio sangue. Que darei, pois, ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito? Sl 116.12.
A casa de Deus é um local onde devemos nos reunir para adorar, invocar o nome do Senhor e cultuá-lo, o próprio Senhor Jesus disse que a sua casa seria chamada casa de oração. Infelizmente, nós abrimos as nossas igrejas para os profissionais da música, e viciamos o povo a só ir para igreja se houver uma atração musical, que se tornou para eles por nossa culpa, mais atraente do que Jesus Cristo. Hoje temos igrejas que lotam tanto, de crentes de outras igrejas e não de convidados não crentes, que se faz necessário colocarmos telões do lado de fora, tudo isto em busca dos ídolos que o povo fez para si.

2 – O Pecado dos Anciões

Ezequiel foi levado à porta do átrio, quando, viu um buraco na parede, então foi lhe dito: Cava naquela parede. Tendo cavado, eis que havia uma porta, então me disse: Entra e vê as malignas abominações que eles fazem aqui.
O buraco na parede para mim representa a fragilidade no ministério e também a brecha aonde o inimigo entra. Existem tantos ministérios que são tão enigmáticos, um acobertando o pecado do outro, é o favoritismo, corporativismo e o nepotismo imperando. Se pudéssemos por alguns instantes ter o privilégio da onisciência, cavaríamos a vida de cada um, como se quebra um sigilo bancário e descobriríamos como Ezequiel, as abominações que muitos cometem e pensam que Deus não vê.
O ministério que tem um buraco na parede é um alvo vulnerável aos ataques e artimanhas do maligno. Acoberta-se tanto pecado em nome da ética e da amizade, que se um dia for cavado, o escândalo poderá causar uma ruína muito grande, por isto se faz necessário tirarmos de entre nós a transgressão, e não nos tornarmos cúmplices de pecados de outros – I Tm 5.22.

Uma Mensagem às IEA de Deus no Brasil II


3 – O Pecado das Mulheres

Ezequiel foi ainda levado à entrada da porta da casa do Senhor, que está da banda do norte, e eis que estavam ali mulheres assentadas chorando por Tamuz.
Tamuz era o deus babilônico da vegetação. Quando a vida vegetal morria no outono, o povo lamentava julgando ser aquilo a morte do ídolo. As mulheres de Judá abandonaram a Deus, o Senhor, e voltaram-se para deuses como esse, em busca de socorro e benefícios.
Muitas mulheres que serviam a Deus com integridade, dedicação e fidelidade, chegando a terceira idade e findando o vigor físico, abandonaram a Deus e não têm mais a ousadia de antes, de falar e fazer o que Deus mandou, mas voltaram-se para a omissão, em busca de não perderem os benefícios conquistados ao longo dos anos, através do serviço na casa de Deus.
Mulheres que entregavam mensagens e profecias sem temer ao homem, agora estão como o profeta velho do I Re 13, prostradas e agarradas àqueles que lhe oferecem benefícios materiais, como uma cesta básica. Mas a palavra de Deus diz que ele usa o velho também – Jl 2.28, por isto, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia - II Co 4.16 e cada velho se torna um vaso novo nas mãos de Deus para clamar contra as abominações que se fazem em nome da religião na casa do Senhor.

4 – Desprezo ao Templo

Levado para o átrio interior da casa do Senhor, eis que estavam à entrada do templo, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o templo do senhor e com o rosto para o oriente, eles adoravam o sol, virados para o oriente.
O sol apesar de ser uma grande fonte de luminosidade, quando contemplado diretamente tem o poder de ofuscar a visão. Assim se encontravam aqueles vinte e cinco homens, com a visão espiritual ofuscada, a ponto de se voltarem contra o templo de Deus. Muitos ministros estão deste modo nos dias de hoje, em busca de algo que possa melhorar a liturgia dos cultos, estão buscando luz naquilo que aparentemente traz brilho, mas que espiritualmente afasta e nos faz dar as costas para o templo de Deus, local de culto, desconsiderando o que ele representa.
Nosso corpo é o verdadeiro templo do Espírito Santo de Deus, mas não podemos ignorar que o templo construído pelas mãos dos homens é local consagrado a Deus, onde nos reunimos em busca da edificação do corpo de Cristo e comunhão entre os irmãos, e que Deus zela por este templo. Dar as costas simboliza o descaso e a banalização ao sagrado, e aceitar tantas coisas que tem profanado o culto a Deus, isto é uma abominação que ele irá cobrar de muitos que estão tolerando tais coisas.

5 – Atitudes Levianas

Então me disse: Viste filho do homem? Há coisa mais leviana para a casa de Judá, do que essas abominações que fazem aqui?
Os homens praticavam as abominações descritas, mas viviam como se os seus procedimentos fossem totalmente legais; não havia um quebrantamento e arrependimento em busca de se voltar e consertar o que estava errado, assim é no dia de hoje, quanta injustiça, omissão e prostituição cultual. Quantos não zelam mais pelo ministério recebido da parte de Deus, e estão enterrando os dons que pela graça receberam, dons estes que estão enterrados embaixo do eu, do eu faço, eu mando, eu dirijo, eu presido, eu tenho uma outra visão, eu acho, eu mudo, eu me divorcio, eu me caso de novo e etc.

6 – O Furor de Deus

Pelo que também eu procederei com furor, o meu olho não poupará, nem terei piedade, ainda que me gritem aos ouvidos com grande voz eu não os ouvirei.
Nunca se viu o povo de Deus da nossa geração sofrer tanto como nos dias de hoje, tenho visto e encontrado inúmeros irmãos em total estado de depressão, desanimados, sem rumo e em crise espiritual avançado, a sua face já não traz a expressão leve de quem goza da paz que excede a todo entendimento humano.
Sabemos que o tempo da lei passou, que vivemos na graça, e talvez (eu não sei) nunca mais teremos (antes da vinda de Cristo) um caso como o de Coré, Datã, Abirão e dos que os seguiram, quando a terra se abriu e os engoliu, mas devemos estar atentos para o caso de Ananias e Safira que expiraram por causa do pecado cometido.
Tem muita gente disfarçada e brincando de ser crente, e se entregando a modernidade, mas Deus nos diz que Ele, o Senhor, não muda (não se moderniza) ele é o mesmo, ontem, hoje e eternamente, e por certo, seria racional pensar que tudo o que é ligado a Ele também não deve sofrer mudança ou influência modernista. O culto, a palavra, a doutrina bíblica, tudo deveria ser imutável, inclusive a maneira de servi-lo, agradavelmente com reverência e piedade, porque o nosso Deus é fogo consumidor – Hb 12.28, 29.
Muitos têm sido consumidos, não pelo fogo de Deus, mas pelos próprios pecados. Alguns irmãos perderam o gozo e a alegria de servir a Deus e estão em busca de inovações, como se elas fossem remédio e a solução para a sua decadência espiritual e ficam forçando a barra, tentando introduzir em nossas Igrejas Assembléias de Deus, costumes e doutrinas que eles acham que irão influenciar positivamente em sua comunhão com Deus, mas comunhão com Deus se obtém através de um espírito contrito e quebrantado, pois Ele não desprezará – Sl 51. 17, e se humilhando, orando e buscando a sua face, e se convertendo dos maus caminhos – II Cr 7. 14. Aí sim Deus sara as feridas.
Diante de tantas abominações cometidas pelo povo de Israel, havia muitos que não se deixaram influenciar e sofriam por presenciar a decadência espiritual do povo.
Deus então envia sete homens à cidade, seis com suas armas destruidoras na mão. Esses seis homens são anjos que atuam a mando de Deus para executarem o seu julgamento contra os profanos e abomináveis que seriam mortos por suas armas. O julgamento começa pelo santuário – Ez 9. 6.
Os líderes espirituais têm maior responsabilidade pela vida espiritual da igreja e pelo rumo apóstata que ela toma, pois terão que apresentar com zelo, o rebanho que lhes foram confiados, como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo – II Co 11. 2; e para isto suas vidas têm de servir de exemplo de fidelidade e comunhão com Deus.
A prostituição cultual do povo deriva da omissão e irresponsabilidade dos líderes. Quando Israel deteve-se em Sitim, o povo começou a se prostituir com as filhas dos moabitas, que os convidaram aos sacrifícios de seus deuses. Juntando-se, pois Israel a baal-peor a ira do Senhor se acendeu contra Israel e disse Ele a Moisés: Toma todos os cabeças do povo e enforca-os ao Senhor diante do sol, e o ardor da ira do Senhor se retirará de Israel. Neste ínterim um homem dos filhos de Israel trouxe a seus irmãos uma midianita perante os olhos de Moisés e de toda congregação dos filhos de Israel. Vendo Finéias, o sacerdote, filho de Eleazar, filho de Arão, levantou-se do meio da congregação e atravessou com a lança o varão israelita e a mulher, então a praga cessou de sobre os filhos de Israel. E os que morreram daquela praga foram vinte e quatro mil – Nm 25.1-9. E o nome do israelita que foi morto com a midianita era Zinri, filho de Salu, maioral da casa paterna dos simeonitas – Vs. 14.
Não importa quem seja o homem que traz a imoralidade para o meio da congregação, tanto ele quanto a imoralidade devem ser extirpados, para que a praga não se espalhe e morram tantos quantos morreram naquela ocasião, e para isto o líder tem que exercer a sua autoridade eclesiástica, dada por Deus e que um dia será cobrada.
Ao ordenar a matança, Deus manda que se comece pelos homens mais velhos que estavam diante da casa, simbolizando a responsabilidade de cada líder e o julgamento que sofrerão ao darem conta de sua mordomia – Lc 16. 2.
Um anjo é enviado para marcar com um sinal na testa dos homens que suspiravam e gemiam por causa de todas as abominações que se cometia, e assim eram poupados da matança.
Deixe-me te dizer uma coisa, amado: Deus tem visto o teu sofrimento diante de todas as abominações que tens presenciado, por isto não há motivos para você se escandalizar e sair da igreja, pois nós não somos daqueles que se retiram para a perdição e nem a tua salvação depende daqueles que praticam todas estas abominações, ainda que nossos líderes se tornem para com Deus como Sodoma e seus seguidores como Gomorra – Jr 23.14 e Ele os condene a subversão, reduzindo-os em cinzas e pondo-os para exemplos aos que vivem impiamente, assim como Ele livrou Ló (que estava enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis, e mesmo habitando este justo entre eles, afligia, todos os dias a sua alma justa, pelo que via e ouvia sobre as obras injustas), Ele é poderoso para te livrar também – II Pe 2.6-9. Fica firme na tua posição e receba em nome de Jesus o sinal em tua testa, sinal feito com o sangue poderoso, do Senhor que te chamou, separou e guarda para o dia da salvação que se aproxima. Aleluia!!!

Uma Mensagem às IEA de Deus no Brasil III


Mensagem Baseada no Livro de Ezequiel

Diante do sincretismo religioso e do simonia, muitas ovelhas estão confusas e necessitadas de uma palavra de esclarecimento, incentivo, esperança e perseverança na guarda da fé, mas quando vão procurar um irmão em busca de uma orientação, descobrem que eles eram covardes e medrosos – Jz 7.3, e que se foram apressadamente das montanhas de Gileade por não suportarem as adversidades, combateram mal o combate, saíram na carreira e jogaram fora a fé.
Nós não devemos seguir e tomar como exemplo os obreiros covardes que têm pedido carta para outras igrejas, estes pensam que estão procedendo de maneira digna e querem somente mostrar para os homens aquilo que não são: Fiéis.
O obreiro é separado para auxiliar no cuidado do rebanho, e obreiro fiel não foge diante das dificuldades, esta atitude é egoísta, de quem está preocupado em apascentar a si mesmo. Mas assim diz o Senhor Jeová: Ai dos pastores que se apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas? – Ez 34.2. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas. O mercenário, a quem não pertencem as ovelhas, não é o pastor. De modo que quando vê vir o lobo, deixa as ovelhas e foge. Então o lobo ataca o rebanho, e dispersa as ovelhas. O mercenário foge porque é mercenário, e não tem cuidado com as ovelhas – Jo 10.11-13. Estes precisam saber que estamos no meio de uma batalha espiritual e no campo de batalha não é lugar de fugir, e sim de lutar e vencer, e para isto devemos nos apossar das armas espirituais.
Mesmo que as mudanças no sistema de culto, na doutrina e etc já estejam decretadas, devemos confiar e esperar naquele que muda situações. Daniel quando soube que a escritura que ia contra a lei de seu Deus estava assinada, entrou em sua casa e três vezes no dia punha-se de joelhos, e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer, e o resultado desta batalha foi glorioso, 120 (cento e vinte) presidentes e 2 (dois) príncipes foram envergonhados diante de um fiel servo de Deus que não mudou a sua rotina e nem se rendeu ao novo e injusto sistema.
Nunca vi um médico que cuida de um canceroso, arrancar a parte não afetada e deixar o câncer, se alguma coisa tiver que ser extirpada, esse terá que ser o câncer (tirai, pois, do meio de vós a este iníquo – I Co 5.13) e Jesus é o médico da igreja: Judá profanou a santidade do Senhor, a qual ele ama, e se casou com a filha de deus estranho. O Senhor extirpará das tendas de Jacó o homem que fizer isto – Mt 2.11,12. Se tu és um obreiro, não abandone a tua congregação como é de costume de alguns (covardes – Jz 7.3), mas se porte como um obreiro que tudo sofre por amor dos escolhidos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus com glória eterna – II Tm 2.10 e creia no Senhor e veja que ele ainda é Deus que faz justiça nesta terra, e consome o pecador que não subsistirá na congregação dos justos – Sl 1.5b.
Os que foram poupados da matança eram a minoria, nos alertando que a igreja e o seu progresso espiritual não deve ser medido por sua quantidade numérica, mas pela retidão e submissão a palavra de Deus. Tem muitos lideres que estão dando um jeitinho para encher suas igrejas através de inovações, mas o mais importante do que encher uma igreja é ter nela membros consagrados e santificados para o serviço de Deus.
Muitos irmãos que congregam nestas igrejas Assembléias de Deus que abriram as portas à modernidade (não digo usos e costumes, que perecem pelo tempo) e que continuam firmes e fiéis à fé que sempre defenderam, têm a consolação de Deus e a certeza de que mesmo vivendo no meio de tanta coisa que os façam angustiados (pela visão do pecado), Ele não os abandonou, muito pelo contrário, serão livres da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo – Ap 3.10, pois muitos são chamados, mas poucos são os escolhidos - Mt 22. 14, estando dois no campo, será levado um e deixado o outro, estando duas moendo no moinho, será levada uma e deixada outra – Mt 24.40, 41. Portanto temos que viver a cada dia como se ele fosse o último, e Jesus hoje viesse, e vigiarmos, pois não podemos presumir que ele não poderá vir agora.
Após marcar a testa dos fiéis, sai a sentença de Deus: “Matai velhos e jovens, meninos, mulheres e virgens, até exterminá-los, mas a todo o homem que tiver o sinal não vos chegueis e começai pelo meu santuário, e começaram pelos homens mais velhos que estavam diante da casa”.
O julgamento é a resposta de Deus a uma vida de hipocrisia, Deus não tolera aqueles que têm como responsabilidade cuidar da sua casa e que procedem de maneira hipócrita e indigna, comprometendo sua chamada com pecados ocultos.
Creio que Deus pode matar ou enviar alguém que cumpra esta ordem nos dias de hoje, e jamais me escandalizarei se um dia ver ou ouvir falar que alguém foi fulminado em cima do púlpito – At 12. 22; 5. 5, pois esta é uma das maneiras de Deus se manifestar contra a hipocrisia, engano e desonestidade com relação ao reino de Deus, e com a falta de compromisso dos líderes com a sua palavra, como fez com Abiú e Nadabe que ofereceram fogo estranho perante a face do Senhor. Diz a palavra de Deus acerca deles: Então saiu fogo de diante do Senhor e os consumiu; e morreram perante o Senhor – Lv 10.1,2.
Embora não tenha ainda visto esta manifestação do juízo de Deus, literalmente falando, tenho visto de forma espiritual. Tem muitos ministros que estão fulminados espiritualmente, perderam as rédeas do ministério, estão turbados e sem direção, suas mensagens não diz mais a respeito da salvação, batismo com Espírito Santo, santificação e vinda de Cristo, mas entregaram seus púlpitos àqueles que comercializam o evangelho, e o transformaram em fonte de enriquecimento próprio, suas mensagens são voltadas para a busca da prosperidade material.
O cativeiro e o julgamento de Deus sobre o seu povo tinham a finalidade de fazê-los reconhecer a gravidade de seus erros e se voltarem para Deus. A visão do afastamento da glória de Deus foi um dos acontecimentos mais triste da Bíblia, que é seguido pelo juízo de Deus contra os chefes do povo. Este afastamento se dá aos poucos, primeiro do lugar santíssimo, depois do templo e então repousa sobre o carro dos querubins que a conduz até a porta oriental do templo, e por fim, deixa a cidade, indo pousar sobre o monte das oliveiras.
Esta demora ao sair do templo, demonstra que Deus não estava querendo deixá-lo. Dizer aqui que o Espírito Santo de Deus se retirou da Assembléia de Deus para muitos pode parecer um absurdo, e porque não dizer, uma heresia e um paradoxo a sua promessa, de que estaria conosco todos os dias, até a consumação dos séculos – Mt 28.20, mas a própria palavra de Deus diz que em muitos lugares o Espírito Santo foi proibido de atuar e posto para fora: “Eis que estou a porta e bato, se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo – Ap 3. 20”. O Espírito de Deus é educado, ele não invade o espaço de ninguém e dá ao ser humano o direito de escolher seus amigos e convidados.
Em muitas Assembléias de Deus o Espírito Santo foi proibido de entrar e de dirigir o culto a Deus, quem dirige é o homem por meio do emocionalismo. Mas o Espírito Santo de Deus está batendo à porta. O bater na porta representa uma das funções dele, que é o de convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo – Jo16.8. Ele quer trazer a glória de volta, libertando, salvando, curando e batizando com poder aos que a Ele se renderem.
Ouço alguns ministros dizendo que para ser um líder, hoje, já não basta ser piedoso, íntegro e terno de coração, que se faz necessário também ser empresário, montar um bom departamento de relações públicas, negociar bons horários em emissoras de rádio e tv, para divulgar o nome da igreja, convidar bons cantores e bandas que estejam movimentando multidões e pessoas do meio artístico com testemunho de impacto (emocionalismo) para atrair o povo.
“Com isto (eles mesmo declaram) tenho que mudar o teor das mensagens (o homem é quem dirige, não o Espírito de Deus) pois o povo que vai em busca destes movimentos, apenas procura um bom programa religioso, boa música e ambiente confortável. É necessário dar o que as pessoas querem, nada de esvaziar a platéia propondo uma solidez de princípios, chega de purismo. O Espírito de nossa época é mesmo de pouca fidelidade. Para que tentar lutar contra as tendências de uma geração? Do jeito que vimos fazendo, a casa está lotada. Com cadeiras vazias quem paga as minhas contas? - Relato publicado na revista Ela – Fev/Mar 2001 – Resumo Págs 16, 17 e 18 – De um Pastor que não quis se identificar e que termina assim o seu desabafo: Ando triste e cansado. Alguma coisa me rasga por dentro. Não entendo por que me dou tanto e continuo tão arrasado. Agora você entende porque preferi não dizer o meu nome? Preciso de ajuda - (Fonte: Correio Missionário Internacional/Comin/E-Mail: comin@yawi.com.br ).
Lendo o relato completo deste pastor, percebi que ele abriu a porta de sua igreja para satisfação própria de ver o seu auditório cheio, e para isto teve que abandonar alguns princípios bíblicos para agradar e atrair os ouvintes, mas esta prática o levou a uma angustia tão grande que ele resolveu pedir ajuda.
Muitos estão assim, mortos espiritualmente, procedendo como as virgens loucas – Mt 25. 1 –13, sem comunhão pessoal com Deus, estão sem azeite (que representa o Espírito Santo), e pedindo emprestado, porque as suas lâmpadas se apagam (estão sem unção), mas diferentes das cinco loucas que bateram à porta pedindo ao noivo que as deixassem entrar e já era tarde, ainda há tempo para quem quiser se arrepender.
O principal objetivo de Deus é este, trazer o povo ao arrependimento: “Eu repreendo e castigo a todos quanto amo, se, pois, zeloso e arrepende-te” - Ap 3. 19. Mas muitos não querem se arrepender, não ouvem a voz, não aceitam o castigo, não confiam no Senhor, nem se aproximam do seu Deus, os seus príncipes são leões rugidores, os seus juizes são lobos da tarde, que não deixam os ossos para outro dia, os seus profetas são levianos e criaturas aleivosas, os seus sacerdotes profanaram o santuário e fizeram violência à lei – Sf 3. 2-4.
Estas eram as quatro principais categorias de líderes em Judá. Deus os condenou por não serem santos e justos. Os príncipes e juízes perverteram a lei, e abusavam de seus cargos para obter dinheiro e propriedades (o mesmo acontece hoje). Os profetas alteravam a mensagem divina a fim de obter popularidade e a aprovação do povo. Os sacerdotes profanavam a casa de Deus ao violarem seus princípios e viverem vidas imorais. Devemos resistir aos líderes que toleram ou promovem o mundanismo e a imoralidade em nome de Deus. Em lugar deles, coloquemos líderes leigos que preservem os padrões divinos (Fonte – Bíblia de estudo pentecostal – Pág. 1344).
O padrão divino para a igreja é que todos o invoquem e o sirvam com um mesmo espírito. O seu zelo por sua casa é muito grande, e Ele não tolera e nem faz pacto com os abomináveis, por isto muitos se encontram angustiados, Deus não os responde – I Sm 28. 6, 15. Ficam desesperados sem saber o que fazer, e quando tentam fazer alguma coisa o desastre é maior.
Como Sansão que ficou por muito tempo brincando com o perigo, até descobrir que o Senhor se tinha retirado dele – Jz 16. 20 encontram–se muitas Assembléia de Deus nos nossos dias. Mas Deus está procurando um homem para se colocar no meio da igreja como líder nacional e repreender o povo dos seus pecados e convocá-lo a voltar para Ele - Ez 22. 30.
Por certo Jesus é o nosso líder e Sumo-Pastor, o que intercede pela igreja como organismo, mas no contexto deste livro estamos tratando da igreja como organização, de uma denominação que precisa restaurar através do reavivamento a consciência da nossa vocação e da nossa missão como exército de Cristo.
Nós assembleianos, estamos como na visão de Ezequiel no Cap. 37, num vale de ossos secos, mas eu profetizo sobre esses ossos, que Deus há de abrir a nossa sepultura e sairemos dela e o seu Espírito será sobre nós, e voltaremos à nossa terra, que representa a volta dos princípios bíblicos estabelecidos por Deus.
A visão dos ossos vivificados cumpriu-se na vida material do povo de Israel no tempo de Ciro, mas futuramente terá pleno cumprimento tanto material quanto espiritual.
O povo de Deus no Velho Testamento se dividiu em dois reinos após a morte de Salomão, o reino do sul (Judá) e o reino do norte (Israel). Embora tivesse um propósito redentor nesta divisão, Deus promete um dia uni-los e congregá-los, fazendo-os uma só nação, um Rei será Rei de todos eles e nunca mais serão duas nações, nunca mais para o futuro se dividirão em dois reinos – Ez 37.
A Assembléia de Deus embora tenha se afastado, já conhece este Rei, falta-nos somente achegarmos novamente à Ele e sermos um só povo, e a finalidade da união é para que as nações saibam que Ele é o Senhor que nos santifica, nos fortalece e que o seu santuário está no nosso meio para sempre - Vs.28. Portanto, esquadrinhemos os nossos caminhos, experimentemo-nos e voltemos para o Senhor – Lm 3. 40, reparemos o altar quebrado e Ele derramará do seu fogo santo como resposta de seu agrado por nossa submissão a Sua vontade. Amém


Os Apóstolos e Seu Fundamento

A Bíblia diz que ninguém pode por outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo – I Co 3.11.
Os apóstolos foram os principais responsáveis por difundir este fundamento. O próprio apóstolo Paulo disse: Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele – I Co 3.10.
Os apóstolos são biblicamente considerados as colunas do cristianismo, conforme relato do apóstolo Paulo: E conhecendo Tiago, Cefas e João, que eram considerados como as colunas, a graça que se me havia dado, deram-me as destras, em comunhão comigo e com Barnabé, para que nós fôssemos aos gentios e eles à circuncisão – Gl 2.9.
Vemos em nossos dias uma grande banalização deste ofício, hoje qualquer (desculpe-me a expressão) toupeira se diz apóstolo, muitos deles não sabem nem o que falam e/ou se intitulam.
Os apóstolos de Cristo foram antes de tudo, discípulos submissos ao Mestre, aprenderam e receberam o chamado diretamente Dele.
Os apóstolos de hoje, quando não são dissidentes de uma denominação, são obreiros que aparecem do nada, como numa versão deturpada de Melquizedeque, fundando novas denominações com novos fundamentos, dando muita ênfase ao dinheiro e com novas doutrinas, que trazem grande confusão entre o povo evangélico.
Sinceramente, não creio haver apóstolos em nossos dias, quem se intitula apóstolo, para mim, o faz por sua própria conta, são soberbos e nada sabem, inclusive está escrito: E o muro da cidade tinha doze fundamentos e neles, os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro – Ap 21.14.
Por que A Bíblia diz doze apóstolos do Cordeiro? E os outros apóstolos que vieram depois dos doze? Eles também não são apóstolos do Cordeiro? É lógico que este texto diz respeito à uma simbologia bíblica com relação à igreja e aos salvos, mas por outro lado exalta os apóstolos de Cristo como verdadeiras colunas da igreja, aqueles que lançaram o fundamento do cristianismo, o qual é Jesus Cristo.
No tempo do Apóstolo João apareceram muitos destes, que também se diziam apóstolos, mas Jesus aparece para ele, que estava preso na Ilha de Patmos por causa da Palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo – Ap 1.9–20 e o manda escrever cartas às sete igrejas da Ásia, para o anjo(líder) da igreja que estava em Éfeso escreve: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro: Eu sei as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que se dizem ser apóstolos e o não são e tu os achaste mentirosos – Ap 2.1,2.
Quantos mentirosos se intitulando apóstolos existem hoje em nosso meio? Não consigo imaginar, os apóstolos de Cristo, como João, Pedro, Tiago, Paulo e os demais, largando o ministério para se candidatar e dedicar a vida à política e/ou escondendo dólares dentro de Bíblias e sonegando impostos para entrar em outro país, envergonhando o evangelho por motivos fúteis e banais, por causa de dinheiro, e não foi por causa do dinheiro que Judas entregou a Cristo e deixou de ser contado entre os doze?

Apóstolos da Parte de Cristo e de Deus Pai

Paulo em todas as suas cartas, com muita convicção, se apresenta como apóstolo: Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para o evangelho de Deus – Rm 1.1.
Apóstolo: Esta é a nomenclatura dada aos 12 discípulos que aprenderam diretamente de Cristo quando em sua passagem na terra, em carne, e Paulo foi um deles, tendo recebido a chamada diretamente através de Cristo, foi orientado acerca do que deveria fazer: Levanta-te e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer – At 9.6.
Vemos na Bíblia que alguns homens de Deus foram citados como apóstolos, mas isto não quer dizer que os mesmos tenham exercido literalmente este ministério e sim atuaram como cooperadores de algum apostolado, como Barnabé fora de Paulo – Atos 9.26,29 e enviados pelos apóstolos para alguma missão – Atos 11.22; Atos 13.1-5.
Uma das características de um verdadeiro apóstolo era ter recebido os estudos do próprio Senhor Jesus, os judaizantes alegavam que Paulo não era apóstolo e que seu ensino e missão foram recebidos dos demais apóstolos, na carta que escreve aos Gálatas, ele se defende de tais acusações já no primeiro versículo: Paulo apóstolo (não da parte dos homens, nem por homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dos mortos) – Gálatas 1.1.
Enfatizo bastante o modo como recebemos a chamada de Deus, inclusive já disse que a maneira como somos chamados não é uma regra para todos, mas o obreiro chamado e aprovado por Deus deve ter no mínimo, convicção de sua chamada, quantos obreiros da atualidade não a têm?
Os apóstolos, chamados primeiramente discípulos, foram os principais encarregados de difundir a palavra de Deus: Finalmente apareceu aos onze, estando eles assentados juntamente e lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem crido nos que o tinham visto já ressuscitado. E disse-lhes: “Ide por todo mundo, pregai o evangelho a toda criatura” – Mc 16.14,15.
Judas, que deveria ser contado entre os doze apóstolos, teve seu apostolado cortado, pois com a sua traição, ao entregar o Messias e após ser consumido pelo remorso foi se enforcar – Mt 27.1-5.
A Bíblia diz que Jesus escolheu os seus doze discípulos a dedo, um por um, sinceramente, apesar das especulações, eu não sei qual é a relação do número de apóstolos com as 12 tribos do Velho Testamento, mas certo é dizer que Jesus deixou bem claro que o ministério dos apóstolos seria composto por doze homens: E, chamando os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem e para curarem toda enfermidade e todo mal – Mt 10.1.
Vemos ainda, que certa feita Jesus enviou setenta discípulos: E, depois disso, designou o Senhor ainda outros setenta e mandou-os adiante da sua face, de dois em dois, a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir – Lc 10.1.
Com a morte de Judas, um lugar no apostolado ficou vago, o mais sensato era pensar que o seu substituto seria e/ou estaria entre estes outros setenta, então Pedro, por conta própria, antes de ser batizado e ser cheio de poder na descida do Espírito Santo no Pentecostes chamou as quase cento e vinte pessoas que estavam reunidas e disse: Varões irmãos, convinha que se cumprisse a Escritura que o Espírito Santo predisse pela boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam Jesus, porque foi contado conosco e alcançou sorte neste ministério...É necessário, pois, que, dos varões que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós, começando desde o batismo de João até o dia em que dentre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição.
Apresentaram dois: José chamado Barsabás, que tinha por sobrenome o justo, e Matias. E, orando, disseram: Tu, Senhor, conhecedor do coração de todos, mostra qual destes dois tens escolhido, para que tome parte neste ministério e apostolado, de que Judas se desviou, para ir para o seu próprio lugar. E lançando-lhes sortes, caiu a sorte sobre Matias. E, por voto comum, foi contado com os onze apóstolos– At 1.15-26.
Muito bonita esta passagem bíblica, exemplar a preocupação de Pedro em compor o grupo que Jesus escolheu, mas acontece que às vezes queremos fazer como está escrito literalmente, sem analisar os fatos, a maneira como eles se dão e os seus resultados.
Pedro fez certo em orar a Deus para a separação de um novo apóstolo, mas errou ao se precipitar a Sua vontade, decidindo sem orientação do Senhor por escolhê-lo através de voto comum, quando na verdade, a vontade de Deus para ocupar o lugar de Judas era e estava na futura conversão de Saulo de Tarso – At 9.1-16, tanto é que não vemos mais se falar de Matias na Bíblia.
Quantos obreiros Matias existem em nosso meio hoje? Obreiros escolhidos por intermédio de sorteios e por rifas, por estes motivos que eles somem dos trabalhos da igreja, não valorizam o ministério, nunca se ouve falar deles, não se pode contar com as suas participações para soluções de problemas administrativos e espirituais.
Tenho fé em Deus, por intermédio de Jesus Cristo, que um dia verei uma consagração de obreiros em nossas igrejas nos moldes bíblicos e por orientação do Espírito Santo, e não como as que vemos hoje, uma consagração por motivos espúrios, egoístas e desprovidas de base bíblica.
Consagração de obreiro não deve ser realizada com base no que ele faz, tem ou pela sua posição social, não deve ter o mesmo procedimento de um jogo de loteria tirando sortes, mas a igreja deve estar com o joelho no chão, e aguardando com paciência a manifestação da voz de Deus, como na igreja primitiva: Na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé, Simeão chamado Níger, e Lucio, cirineu e Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo. E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram – At 13.1-3.
O Espírito Santo ainda fala com o homem hoje, da mesma maneira que falou no passado, mas acontece que tem muita gente querendo ser Deus, fazer aquilo que convém a si em detrimento do Evangelho.
No controverso sistema religioso corrompido e vicioso em que nós vivemos hoje, até mesmo se Judas estivesse em nosso meio, correríamos o risco vê-lo sendo considerado como um apóstolo pelos homens apostatas, ainda mais se aparecesse carregando nos ombros a bolsa de dinheiro que sempre trazia no passado, pois são os que a tem, que estão tendo a prioridade em ocuparem as nossas lideranças, e são os mesmos que estão, com seus atos, corrompendo e achincalhando a verdadeira doutrina bíblica e enlameando o real significado do exercício do ministério, pois não o valorizam por terem conseguido a posição que ocupam através da influência do dinheiro que possuem e não pelo fato de possuírem a chamada e O Verdadeiro Perfil do Obreiro Aprovado Por Deus.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O Diácono Cheio De Sabedoria

Esta palavra encontra-se no novo testamento 21 vezes e em vários aspectos: Em Lucas 2.52 diz que Jesus crescia em sabedoria e em graça. Em I Co 2.1 Paulo diz: "Eu não fui com sabedoria de homens, mas de Deus, eu falo não de sabedoria da letra, mas do Espírito Santo" (o conhecimento é do homem, mas a sabedoria vem de Deus).
O diácono também é um excelente pregador da palavra de Deus. O diácono Estevão era tão sábio que ninguém podia resistir à sabedoria e ao espírito com que falava - At 6.10. O diácono Filipe era outro homem de Deus cheio de sabedoria, na perseguição de Saulo contra a igreja, tendo descido à Samaria lhes pregava a Cristo - At 8.5 e sua aplicação a pregação da palavra foi tanta que mais tarde a Bíblia o cita como Filipe o evangelista, que era um dos sete - At 21.8, mas infelizmente, hoje, temos diáconos que nem orar sabem.
O diácono que tem o dom da palavra nunca deve deixar o serviço de sua igreja para pregar ou participar do culto em outro lugar, quando preciso for, deve fazê-lo sempre em dias em que não houver culto em sua igreja e de preferência em comum acordo e com consentimento do ministério que abonará a sua conduta através de carta de recomendação ou de representação, para que o mesmo possa passar credibilidade às pessoas para onde está se dirigindo e que irão recebê-lo.
Existem muitos obreiros indo pregar em outros lugares sem que os líderes das igrejas onde pertencem saibam para onde estão indo e sem que quem os receba saiba de onde saíram; inclusive, existem muitos obreiros andando por aí usando o nome de ministérios sem ao menos pertencerem a eles, outros disciplinados por eles e os maculam e os desacreditam, dadas as grandes barbaridades que praticam em nome do “Retété”.
Mas neste ponto, alguns pastores, com certeza devem usar critérios mais rigorosos para recebê-los, como exigir carta de recomendação de seus ministérios, pois a falta de critérios ajuda a bagunçar o evangelho e incentiva muitos obreiros a serem negligentes quanto à necessidade de se dedicarem ao serviço para o qual foram consagrados em suas respectivas igrejas por convocação geral dos membros, aos quais devem prestar conta do ministério que lhes foram confiados.
O diácono que tem sabedoria de Deus entende esta palavra e sabe que a prioridade de seu ministério é ajudar a resolver os conflitos na organização interna de sua igreja e não sair por ai desarvorado como se não tivesse que dar satisfação a ninguém. Filipe passou por muitos lugares pregando o evangelho, mas isto se deu por um desígnio de Deus que espalhou os cristãos por todo mundo através da perseguição que se seguiu na época, para que a semente fosse semeada e chegasse aos outros povos. Numa época que encontramos igrejas batendo cabeça com igreja, em cada esquina, em cada quarteirão e às vezes de frente uma para outra, os diáconos não podem basear-se em Filipe para justificar o grande lapso que cometem ao distorcerem os valores de seus ministérios.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Que Culto é Esse Vosso?



Culto quer dizer veneração; a quem se adora.
No capitulo 32 de Êxodo encontramos uma história de apostasia que se repete nos dias de hoje. Os personagens bíblicos tipificam os envolvidos nesta narrativa. Deus é o mesmo, o que revela a sua vontade e mandamento por meio das tábuas, ou seja, das Sagradas Escrituras. Moisés representa o Cristo, assim como ele tirou o povo do Egito, Jesus nos tirou do império das trevas, das garras de satanás. Arão é aquele que Moisés ao subir para o monte lhe deu a responsabilidade de cuidar e velar pelo povo e que representa o líder da igreja como organização e o povo é a igreja.
Jesus veio ao mundo para nos tirar do Egito onde éramos escravos (por isso devemos cultuá-lo), tendo nos libertado subiu para o monte santo de Deus e nós igreja que ficamos aqui embaixo no pé do monte, aguardávamos a sua promessa de vir nos buscar, e com paciência o aguardávamos, até acharmos que Ele se demora e com isto começamos a questionar a sua vinda – II Pe 2.4 e buscar deuses para nós, saindo de sua vontade para nossa vida e a buscarmos satisfação própria.
Como Arão foi a boca de Moisés e seu auxiliar na edificação do povo, assim é a pessoa do líder da igreja em submissão a Cristo. Mas diante das pressões do povo, muitos líderes têm levantado um bezerro de ouro em suas igrejas, para o povo se prostituir. Muitas inovações e abominações sendo toleradas dentro da casa de Deus em prol de agradar o povo e descaracterizando o verdadeiro culto ao nosso libertador.
Nos tempos antigos a mesma coisa acontecia, os chefes dos sacerdotes e o povo aumentavam de mais em mais as abominações dos gentios; e contaminavam a casa do Senhor, que ele tinha santificado em Jerusalém. E o Senhor, Deus de seus pais, lhes enviou a sua palavra pelos seus mensageiros, madrugando e enviando-lhes, porque se compadeceu do seu povo e da sua habitação. Porém zombaram dos mensageiros de Deus, e desprezaram as suas palavras, e escarneceram de seus profetas, até que o furor do Senhor subiu tanto contra o seu povo que mais nenhum remédio houve – II Cr 30.14 – 16; Jr 25.3 – 7; 32.12 – 17.
Está havendo uma grande dificuldade entre nós, no que diz respeito à adoração, a formalidade enfadonha de nossos cultos tem nos levado apenas a uma contemplação estática sem uma perfeita adoração. Em alguns templos dar glória a Deus é uma atitude que está saudosamente na lembrança dos antigos, as palmas, substituíram a glorificação.
Na realidade a formalidade fez com que muitos líderes buscassem novos métodos litúrgicos para induzir o povo a adorar, mas a deficiência não está na liturgia, mas na unção que antes era sobre nós e que nós perdemos. A unção é que despedaça o jugo – Is 10.28c e não métodos meramente humanos como apresentações técnicas de louvores e pregações, e tampouco a extrema mudança na semelhança de Arão.
Era costume do povo (adquirido no Egito) adorar imagens, por isto quando Moisés se demorou no monte, ele clamou a Arão para que fundisse um ponto de contato.
A mesma prática encontramos no Egito de hoje (o mundo), lá a idolatria e adoração aos cantores, jogadores, atores e etc predominam, e nós que fomos criados neste Egito por muito tempo, às vezes queremos voltar às práticas antigas.
Como o povo de Israel, queremos levantar bezerros para adorá-los, bezerros estes que muita das vezes são cantores e artistas famosos “convertidos” ao Evangelho. Dois detalhes muito importantes me cabe ressaltar:
O primeiro é que da mesma maneira que o bezerro de ouro do velho testamento foi fundido com o dinheiro do povo – Ex 32.2-4, os bezerros de hoje também são. Ofertas e mais ofertas são levantadas para trazer e pagar a fundição destes bezerros humanos, que são alvos da adoração do povo (igrejas, hoje, que não os contratam ficam vazias).
O segundo é que da mesma maneira que o bezerro de ouro trouxe enfermidade e morte para Israel, os nossos bezerros humanos nos deixam enfermos, nos matam espiritualmente e agridem a Deus e a sua santidade, dado a grande corrupção, moral, espiritual e comercial que promovem.
Arão proclamou uma festa ao Senhor e o destaque desta festa foi o bezerro de ouro que Arão fundira e diante do qual o povo se inclinou, sacrificou e disse: Estes são os teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito.
Neste culto o povo começou a entregar-se às danças e orgia sexual. Segundo o versículo 25, o povo “estava despido” (literalmente: Ficou à solta e despido). Logo, o pecado dos israelitas pode ter incluído a nudez da multidão para volúpia da carne em geral, algo rigorosamente vedado pela lei de Deus (Fonte: Bíblia de estudos pentecostal pg. 165).
Diante de tudo isto a ira de Deus acendeu-se e disse a Moisés: Vai, desce depressa; por que o teu povo, que fizeste subir do Egito, se tem corrompido e depressa se tem desviado do caminho que Eu lhes tinha ordenado (...) tenho visto a este povo, e eis que é povo obstinado, agora, pois, deixa-me, que o meu furor se acenda contra eles e os consuma... Ex 32.7-10.
Assim como ordenou a Moisés, a ordem de Deus para Cristo é: Vai desce depressa - vs. 7a.
Jesus está às portas. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia, mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se, mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite... II Pe 3.9,10a. Jesus está retendo a sua vinda, aguardando o arrependimento de muitos.
Quão maravilhoso é ver Moisés intercedendo pelo povo e saber que da mesma maneira procede Cristo - Rm 8.34, pois Ele intercede pela igreja junto ao Pai.
Enquanto Moisés descia do monte, daria tempo do povo se consertar, abandonando o pecado e apostasia, mas a vinda de Cristo será rápida, como num abrir e fechar de olhos a Eclésia será arrebatada, será a hora que Ele encontrará muitos despidos, para vergonha entre os seus inimigos e se porá de pé na porta do arraial (nas nuvens) e dirá: Quem é do Senhor, venha a mim - vs. 25, 26a.
A palavra de Deus diz que os idolatras não hão de herdar o reino de Deus. Na verdade nós não temos o hábito de fundir imagens de esculturas e por isto achamos que estamos livres da idolatria, mas idolatria não é somente fundir imagens para adorá-las, mas nos moldarmos segundo a imagem pessoal de alguém, imitá-los e nos conduzirmos como eles, no cantar, andar, vestir e pensar.
Temos assimilado a personalidade de nossos ídolos (muitos deles personalidades famosas do mundo secular) e rejeitado nos moldar segundo o modelo de Cristo (de quem a Bíblia diz que não tinha parecer nem formosura), banalizando o sagrado e valorizando o profano. E o profano tem invadido as nossas igrejas através dos grupos musicais que se moldam em conformidade com o mundo e levam o ritmo musical do funk e do hip hop para cima dos púlpitos.
Três mil morreram por causa da idolatria ao bezerro de ouro, e Arão, o seu líder e fabricante continuou vivo. Quantos irmãos, hoje, estão mortos espiritualmente? Pastores que levantaram bezerros de ouro em suas igrejas, levando o povo a se apostatar do verdadeiro culto a Deus.
O que temos visto hoje nos púlpitos das igrejas e nos clips gospels é algo escandalizador, um bando de “músicos” de boné, bermudas, tatuagens, correntes e piercings no estilo dos cantores mundanos, fazendo os mesmos gestos de invocação aos demônios que muitos cantores seculares fazem, demonstrando que algo é preciso ser feito, para que o Evangelho não se torne para o mundo que nos assiste meras palavras sem efeito transformador de vida – Fonte: O verdadeiro Perfil do Obreiro Aprovado Por Deus; de Paulo Henrique Sabino, Pág.117.
Hoje o povo não sabe mais o que significa cultuar e para qual intento o culto foi instituído, mas há de ser que quando vossos filhos vos perguntarem dizendo: Que culto é esse vosso? O que direis? Que é campanha, corrente, reunião, show para se gravar CD ou DVD, espetáculo, festa? Ou que é culto à Deus pela nossa libertação das mãos de nossos inimigos, com sinais, prodígios e maravilhas? Preservemos, pois, o verdadeiro culto à Deus e ensinemos aos nossos filhos e jovens a rejeitarem os bezerros de ouro, e a se conduzirem com mais reverência na casa de Deus em louvor e adoração.
Obs. Na foto deste post, os irmãos estão carregando e cultuando dentro do templo uma Arca, representando a Arca do Senhor, caracterizando uma prática abominável de idolatria e o retorno ao tempo da lei, quando o véu do templo ainda não tinha se rasgado... Lamentável...

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Deus Odeia o Divórcio

A lei que rege o nosso país agora nos garante o direito de divórcio e com amparo nesta lei, dia após dias, uma multidão de crente se divorcia e casa-se novamente, e com pesar e vergonha muitos líderes e obreiros de nossas igrejas. Apesar de devermos obediência às autoridades constituídas para governar o país, não devemos compactuar com suas leis injustas e imorais (como pena de morte, casamento de homossexuais, divórcio e etc) que confrontam e são avessas a suprema e inalterável palavra de Deus. Furtareis vós, e matareis, e cometereis adultérios, e jurareis falsamente e queimareis incenso a baal, e andareis após outros deuses que não conhecestes, e então vireis e vos poreis diante de mim nesta casa, que se chama pelo meu nome, e direis: Somos livres (a lei nos permite), podemos fazer todas estas abominações? Jr 7.9,10. Mas muitos têm trocado suas esposas por outras mais jovens e subido em nossos púlpitos como se tudo fosse normal. Malaquias diz que o Senhor é testemunha neste negócio para retribuir com castigo a infidelidade – Ml 2.14.
Uma irmã advogada relatou que entrou na justiça com pedido de divórcio para dois pastores assembleianos, sendo que um se casou logo a seguir. Estamos perdendo a sensibilidade quanto ao padrão bíblico de relacionamento conjugal para a igreja de Cristo.
No meu livro: Relacionamento Conjugal – Um passo sob a direção de Deus, há um relato extenso e depoimentos que testificam como anda banalizado o compromisso feito diante de Deus, da igreja e da sociedade pelos nossos irmãos e como a liderança tem deixado a desejar, no que diz respeito ao servir de referencial para o mundo e para os seus liderados, obreiros que perderam as rédeas da família, casais que moram no mesmo teto e que estão separados de corpos há muito tempo, cônjuges que congregam separados um do outro (inclusive obreiros) simbolizando uma desagregação e desunião familiar, atitude esta que serve de péssimo exemplo para os jovens, cito ainda o crescente número de divórcios e adultérios, como evitar o jugo desigual, a base para um namoro Cristão, como tapar as brechas por onde o diabo tem entrado, aproveitando o nosso descuido e egoísmo e entre outros assuntos, uma palavra de restauração para o seu casamento através do perdão, do amor e fidelidade ao voto que fizemos no momento em que declaramos o sim no altar de Deus, que não tem prazer no voto de tolos.
Muitos pastores não enfatizam mais biblicamente as questões sobre o divórcio, com medo de ferir alguns amigos que aderiram à prática ou a eles mesmos, se omitem quando o assunto é divórcio e novo casamento. Negam ser adultério o novo casamento de irmãos que se casaram em Cristo e se separaram sem ser por causa da prostituição, como Jesus nos ensinou em Mateus 19.1-9 e Marcos 10.10-12.
Conheço irmãos que são excelentes pregadores e/ou professores autênticos, quando estão ministrando muitos se alegram e são edificados, mas acontece que diante de Deus a situação é diferente, Deus não vê como vê o homem. Se deixassem por conta de Samuel, o iníquo rei Saul continuaria no trono por muito tempo, mas Deus que não compactua com o pecado se dirige a Samuel e lhe pergunta: até quando terás dó de Saul, tendo-o Eu rejeitado? O que Deus na verdade quer, é que antes de pregarmos o que tão bem conhecemos, venhamos ter cuidado com a nossa própria vida, para que pregando aos outros, nós mesmos não sejamos reprovados.
Muitas atitudes que tomamos aqui na terra pensamos não serem de muita importância diante de Deus. E muitos dentre nós têm caído num erro fatal que é o de logo após se divorciarem (sem nenhum motivo) contraírem um novo matrimônio, mas “talvez” por falta de conhecimento não sabem que este novo casamento é nulo diante de Deus e que os mesmos se encontram em adultério. Deus não se condiciona as vontades dos homens, Ele tem um reino e reina, é Ele quem estabelece as regras e elas devem ser cumpridas a risca, independentes de posição social, de cargo eclesiástico, valor do dizimo, norma denominacional, opinião particular, capacidade intelectual e teológica – Fonte: Relacionamento Conjugal. Um Passo Sob a Direção de Deus; de Paulo Henrique Sabino, Pág.92.
O relacionamento do homem com uma mulher é comparado biblicamente ao de Deus com a Igreja, não há como se divorciar e casar com outro (a). A igreja é submissa a Cristo, como a mulher deve ser submissa ao marido e o marido por sua vez cuidar e se entregar pela esposa, assim como Cristo se entregou pela igreja. O dia em que a igreja largar a Cristo e for de outro marido (deus) não há mais salvação para ela, do mesmo modo, o homem e a mulher que largar o seu cônjuge não pode se casar novamente (tem que pagar o preço), pois comete adultério, salvo em caso de prostituição - Ef 5.22–33; Mt 19.9.
Para exercer o ministério se faz necessário ter uma vida conjugal sadia, para que possa ministrar e servir de testemunho para outros; e porque os adúlteros não herdarão o reino dos céus, pois Deus odeia o divórcio - I Co 6. 9,10; Ml 2. 13–17. Portanto, conserta tua vida Dom Juan!!!